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Renan Calheiros: um dos políticos mais corruptos da história do país

Depois de anos de desserviço ao Brasil, está chegando ao fim mais um desastre na trajetória de Renan Calheiros: a CPI da COVID-19.

José Renan Vasconcelos, filiado ao Movimento Democrático Brasileiro, Senador por Alagoas, ex-presidente do Senado Federal, acumulou durante sua carreira política mais de 25 processos no STF,  que vão de inquéritos por crimes contra a honra até os conhecidos inquéritos por corrupção nas operações Lava Jato (uma das maiores iniciativas de combate à corrupção e lavagem de dinheiro da história recente do mundo).

Muitos inquéritos foram arquivados e outros estão em segredo de justiça, listaremos aqui os principais que encontram-se em tramitação:

Inquérito 3993: em troca de propina, articulou com o executivo para manter Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Inquérito 4215: réu, acusado por corrupção e lavagem de dinheiro por suposto recebimento de propina.

Inquérito 4326: acusado de organização criminosa, recebeu, segundo a PGR, R$ 864,5 milhões de propina de empresas contratadas pela Petrobras e pela Transpetro trocando por favorecimentos ao Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), episódio conhecido como “Quadrilhão do MDB”.

Inquérito 4382: acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pode ter recebido R$ 1 milhão em troca de apoio a propostas legislativas de interesse da Odebrecht no Senado, no cenário da Operação Lava Jato.

Inquérito 4492: força-tarefa que investigou fraudes no Postalis, o instituto de previdência dos Correios, suposto recebimento de propina pelo emedebista em investimentos milionários do Postalis.

Inquérito 4832: investigado  por corrupção e lavagem de dinheiro, provável recebimento de propina na construção de embarcações do Estaleiro Rio Tietê, por via da Transpetro.

Inquérito 4833:  provavelmente recebeu o total de R$ 32 milhões em propina, afirmou Sérgio Machado, ex-presidente da subsidiária da Petrobras, suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro por recebimento de propina de empresas integrantes do Estaleiro Atlântico Sul, pela Transpetro.

 

Inquérito 4851: suspeito de ter beneficiar empresas privadas apontadas como doadoras de campanhas para políticos petistas e emedebistas.

 

No atual cenário brasileiro frente à pandemia ocasionada pela COVID-19, sem dúvida, um fator importante sobre a biografia de Calheiros é a  instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID. A CPI teria, na íntegra, o objetivo apurar supostas omissões e irregularidades nas ações do Governo Federal durante a pandemia.

Além de colecionar muitos inquéritos no STF, é também réu em ação penal por peculato. Tal crime, segundo o Código Penal, ocorre quando funcionário público se apropria de um bem ou de um recurso a que ele tenha acesso por conta do cargo que ocupa. Ocorrendo desvio, seja em benefício próprio ou de posteriores. A pena para esse tipo de crime é de 2 a 12 anos de prisão e multa. Para total lisura da CPI, o cargo de relator não deveria ser ocupados por Calheiros, se ocupado, somente  depois que  as investigações fossem concluídas. Renan é pai do Governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), o que passa por cima de princípios da moralidade e da impessoalidade. Mas contrariando alguns Senadores que mostraram-se contrários a sua liderança na CPI o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, manteve Calheiros como relator.

A CPI expôs ainda, mais as falhas de conduta desse Senador. Ferindo todos os princípios éticos e morais. Desde críticas ao Tribunal de Nuremberg, que julgou nazistas depois da 2ª Guerra Mundial a investigações muito anteriores que nada tem a ver com o a COVID-19, como investigar pessoas conservadoras nas redes sociais em anos que o vírus não existia, são só alguns adendos das diversas falhas de Calheiros na condução da CPI. Ficando nítido de que o objetivo foi totalmente forjado e sempre levou em consideração a fabricação de um resultado pelo Senador: negativar o tratamento precoce e preventivo (já comprovado a eficácia) e chegar até o presidente Bolsonaro.

“Quando você faz 20 perguntas ao ex-ministro da Saúde e ele mente em 18, você fez o seu papel. Acho que foi isso, no mais, o presidente e seu filho é que foram agressivos. Ele foi a Alagoas em outra agressão aos alagoanos. Nada disso vai nos intimidar. A cada agressão, nós vamos aprofundar as investigações.” Fala de Calheiros sobre a CPI, mostrando claramente sua aversão ao Presidente e seus filhos, e acusando ferozmente o Ministro da Saúde sem nenhuma comprovação.

Há poucos dias de ser finalizada, Calheiros afirmou: “Fiz declarações públicas dizendo que me esforçarei para apresentar o relatório na segunda quinzena de setembro. Não há relatório pronto, nem pré-relatório, nem documento pronto. Não há nada.”

Depois de tantos cansando os brasileiros com uma prerrogativa muito fajuta. O próprio Renan assume que, até agora, a investigação não tem nenhuma conclusão.

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