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Montes Claros - Minas Gerais

Prefeito de Montes Claros prejudica crianças sem a contratação de auxiliares na educação municipal

Desde o início da pandemia é sabido que o regime remoto não contempla todas as esferas de trabalhadores. Em Montes Claros, Minas Gerais, uma situação muito precária se instala. As auxiliares de docência são funcionárias de extrema importância para que a ordem escolar seja eficiente nas escolas públicas. Esta classe de trabalhadores, como dito no próprio nome, visa um auxilio completo para que a educação tenha uma aplicabilidade benéfica.  Compete aos auxiliares ajudar os professores e acompanhar alunos especiais. No cenário de pandemia, as escolas públicas montesclarenses retornaram suas aulas no regime remoto que, na maioria das vezes, não tem resultados eficazes. Os auxiliares são contratados anualmente por meio de designações, este ano a designação não aconteceu até o momento.

A administração motesclarense até agora não viabilizou medidas para resolver a situação, deixando esses funcionários a mercê do desemprego e as escolas com ainda menos funcionários o que prejudica ainda mais o regime remoto de ensino. Muitos auxiliares estão há anos em seus trabalhos e o salário é necessário para sobrevivência. A prefeitura de Montes Claros nomeia com frequência ocupantes de vários cargos de renome e salários altíssimos e deixa a deriva uma classe de serviços que além de suma importância, sustenta família inteiras. Não existe por parte do Prefeito de Montes Claros, Huberto Souto (Cidadania), sensibilidade com  esta classe de trabalhadores.

Com a chegada do regime remoto, os alunos precisam de atividades, muitas vezes lúdicas que precisam ser elaborados em sua grande maioria manualmente, sem contar que as escolas necessitam de uma ordem para distribuição de matérias e orientação aos pais. Reduzir o número de funcionários é ainda mais prejudicial a educação e sobrecarrega professores, o que pode ocasionar problemas ainda mais graves. Muitos professores precisam do auxílio desses profissionais para desempenhar suas funções. O regime remoto não deve contemplar apenas a parcela que lhe convém mas, o sistema educacional de modo geral que objetive sempre uma educação de qualidade para os alunos.

“Trabalho há cinco anos como docente e contava com o salário para sustentar minha família. Esse ano não temos nem previsão de quando poderemos voltar a trabalhar e o que me preocupa é minha situação financeira.” Afirmou uma auxiliar que não quis se identificar.

2 Comentários

2 Comments

  1. Zenilda Aparecida

    16 de abril de 2021 em 11:39

    Junto com os auxiliares também tem os professores de sala de recursos que este ano ficou fora do processo seletivo, na verdade toda inclusão foi afetada. No ano de 2020 o governo federal disponibilizou uma verba do PDDE MEC para ser investidos na aquisição de equipamentos eletrônicos e material pedagógico para o atendimento desses alunos em salas de recursos. Eperava-se que nesse ano de 2021 todas as salas atendessem os alunos público alvo da inclusão, porém o que se tem visto é a o descaso total da atual administração com a inclusão de alunos a pergunta é o que está sendo feito com toda a verba vinda para a inclusão de alunos especiais? Porque esses alunos não estão tendo seus direitos garantidos?
    Só para entender um pouco: o atendimento na sala de recursos acontece de forma individual e especifica, cada aluno é atendido em horários diferenciados e tem um plano de trabalho direcionado para sua dificuldade ou para o seu problema nesse trabalho são feitos estímulos pedagógicos onde o professor do AEE(atendimento educacional especializado)sala de recursos oferece atendimento complementar as atividades da sala de aula comum ou seja o atendimento na sala de recursos é um atendimento complementar ou suplementar para o aluno é garantido por Lei, mas alguns alunos não estão tendo este direito preservado e garantido. Sumido que façam uma nova publicação e inclua o professor de sala de recursos e também os cantineiros. Aguardo sua resposta.

    • Lucilene Cavalcanti Davila

      16 de abril de 2021 em 14:04

      Realmente a educação especial esta sendo deixada de lado pela atual gestão,a inclusão não esta acontecendo, os alunos especiais estão sendo excluidos, uma vez que não estão tendo quem os ajude nas atividades, trabalho a 8 anos no município com educação especial, nunca fiquei tanto tempo sem contrato, já estamos no mês de Abril e ate hj estamos sem trabalho.

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