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PÁSCOA, MILAGRES E O NOVO CORONA VÍRUS

Por Cristiano Caporezzo

 

Aproximadamente há 3.500 anos aconteceu a primeira celebração da Páscoa, quando Deus castigou os egípcios com a morte dos primogênitos. Naquela noite terrível, os escravos hebreus jantavam um cordeiro assado no fogo, o mesmo animal cujo sangue foi utilizado para marcar as portas das casas onde a morte não iria entrar. Depois disso houve a libertação e a comemoração se seguiu até os dias de hoje. Com o advento de Nosso Senhor Jesus Cristo foi estabelecida a Páscoa cristã: enquanto na primeira os judeus celebram o Deus que os libertou da escravidão de Faraó, nesta comemoramos a ressureição de Cristo Rei e, por ela, a libertação do homem da escravidão mortífera do pecado. Assim como os judeus tinham que comer o cordeiro com pão ázimo em sinal da aliança com Deus, nós cristãos comungamos o corpo e o sangue de Jesus Cristo, que é o cordeiro imolado que deu a própria vida pela nossa salvação.

 

Algo que me chama a atenção ao ler um pouco dessas histórias, é a postura  provocativa dos incrédulos diante de Cristo crucificado: “… salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da Cruz!”  (São Mateus 27, 40). Alguém duvida que se Jesus tivesse quebrado a Cruz nos braços e descido flutuando dela ainda assim não acreditariam nele? Jesus já havia andado sobre as águas, acalmado uma tempestade com as mãos, curado enfermos, expulsado demônios, feito cegos enxergarem e ressuscitado três mortos: a filha do chefe da sinagoga, que ainda estava morta na casa de seu pai; o filho de Naim, que já estava dentro do caixão no cortejo fúnebre; e Lázaro, que já estava sepultado faziam quatro dias. Antes de ressuscitar Lázaro, disse Jesus à irmã dele: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso?” (São João 11, 25-27). Tamanhos milagres não foram suficientes para fazer os incrédulos crerem que estavam diante do Deus vivo. Em paralelo com a pascoa judaica, estamos diante dos descendentes do mesmo povo que sobreviveu às 10 pragas do Egito; que contemplou o mar vermelho se abrir para uma travessia a pés secos; que no deserto caminhava com uma coluna de nuvens durante o dia e uma de fogo durante a noite; que foram alimentados por pão (maná) que “chovia” dos céus todas as manhãs; dentre muitos e muitos outros milagres extraordinários descritos no livro de Êxodo, mesmo assim eles deixaram de crer e fizeram como ídolo um Bezerro de Ouro.

 

Nesta vida, é impossível convencer alguém que não quer ser convencido. Os milagres não podem ser percebidos apenas através do nosso sistema sensorial (visão, audição, tato, olfato e paladar), é necessário canalizar a fé em uma dedicação cognitiva orientada na busca mais sincera e abnegada pela verdade. Quantas pessoas em nosso tempo, que para atacarem a Igreja, enxergam apenas os erros de falsos católicos como a marxista teologia da libertação, ao mesmo tempo que ignoram completamente milagres que desafiam a realidade como os corpos incorruptíveis, os muitos milagres eucarísticos (quando a hóstia consagrada ganha seu real aspecto de carne e o vinho o de sangue) e, até mesmo, a ressureição de mortos como fez Jesus, por intermédio de muitos santos, entre eles, Padre Pio, que devolveu a vida a uma criança que havia morrido há mais de 24 horas. Uma ínfima fração dos quase infindáveis acontecimentos milagrosos da história da Igreja Católica Apostólica Romana.

 

Agora, não se trata apenas de crer ou não crer em milagres, as desculpas de uma pessoa que não quer perceber a verdade não ficam restritas apenas à esfera da religião. No momento em que o mundo enfrenta a pandemia do novo coronavírus, são dezenas de milhares de médicos que defendem a eficácia de alguns medicamentos no combate à doença. No Brasil, é praticamente impossível não conhecer alguém que afirma ter sido curado da doença por tê-la tratado com esses medicamentos específicos, mesmo assim existe uma imensa horda de negacionistas que dizem que a única “salvação” contra o vírus é a vacinação em massa. Condenam, dessa forma, as pessoas que já foram contaminadas a enfrentarem a doença só com a utilização de remédios que servem para conter sintomas como a febre. Para os torcedores do vírus chinês, jamais existirá algo científico o suficiente para convencê-los a salvar vidas.

 

Esse paralelo com a atual pandemia não é desprovido de propósito, está escrito no livro de Apocalipse, que no final dos tempos teremos a vinda dos quatro cavaleiros do apocalipse: Peste, Guerra, Fome e Morte. Sinceramente, eu não acredito que o atual coronavírus seja a peste descrita no livro escatológico, mas realmente fiquei receoso com a agressividade da variante de Manaus em apenas um ano do surgimento da doença. Sendo assim, é possível que uma variante futura possa fazer as vezes do cavaleiro pestilento. Não quero ser mal interpretado aqui, não sou um profeta e nem estou tentando profetizar nada, apenas utilizo a lógica para antecipar cenários possíveis e trazer uma reflexão  para o momento que vivemos. Que nessa Páscoa nos lembremos da mensagem de Cristo, que todo aquele que Nele crê viverá para sempre, e que isso nos sirva de motivação para atravessar esse momento de crise com a coragem que Jesus nos ensinou através de sua vida, pois tenho certeza que a maior ferramenta de controle de massas nesse momento é o medo. Feliz e santa Páscoa.

Cristiano Caporezzo

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