Conecte conosco

Oi, o que você está procurando?

Coluna

Movimento feminista quer cotas para mulheres em barbearias

 

Sátira semanal do Cassiano.

O movimento Feministas pela Igualdade de Gênero e Social pelas Mulheres é um conhecido movimento que milita para reduzir as desigualdades de gênero entre homens e mulheres.

Uma de suas várias conquistas foi o estabelecimento de cotas para mulheres para que os partidos lançassem candidaturas femininas, algo que está em pleno vigor ao menos desde 2016.
O movimento considera essa conquista uma de suas maiores vitórias desde a sua fundação em 1985, logo após a redemocratização no Brasil.

No entanto, as membras do movimento não se acomodam, e pretendem obter novas conquistas em prol da igualdade de gênero.

Uma delas é de que barbearias tenham uma espécie de cotas para mulheres, onde os estabelecimentos terão, obrigatoriamente, que atender uma porcentagem de pessoas do sexo feminino ou que assim se declarem.
Mariana Gontarraro, uma das elaboradoras da proposta, explicou como seria o projeto:
“Ainda não acreditamos que o termo ‘cotas’ seja o mais apropriado, pois a bem da verdade não se tratarão de cotas, mas sim de reservas mínimas de atendimento para os profissionais (ou profissionalas) atendam uma quantidade mínima de mulheres. A proposta pode parecer polêmica, mas a crença geral leva a todos acreditarem que barbearias são locais predominantemente masculinos. Tal crença geral tem respaldo na realidade: de fato, ao realizar trabalho de campo em mais de 150 estabelecimentos da cidade de São Paulo, os trabalhadores do ramo informaram que atendiam somente clientes do sexo masculino. Quando indagamos por que não atendiam mulheres, todos responderam que não havia demanda por tal público em prol do serviço. Questionou-se se, em alguma hipótese, os barbeiros se recusavam a atender mulheres, e muitos responderam que até gostariam de atender algumas, mas ninguém, exceto homens, os procurou para ser prestado o serviço. Outro já respondeu que não, que ‘uma barbearia por si só é para homens. Quando o cara vai, é porque é exatamente o ambiente que ele deseja encontrar, caso contrário iria a um salão’ e que se atendesse mulheres, teria prejuízo, afastando clientes fiéis.”
Mariana acredita que o fato de as mulheres não irem ao barbeiro só pode ser resultado do machismo cultural predominante na sociedade, e tenta apontar soluções:
“Quando se fala em machismo, muitos acreditam que só há machismo no homem. Infelizmente, a realidade é diferente. Conscientemente ou não, as mulheres também são afetadas pelo machismo cultural, e acabam incorporando algumas ideias e comportamentos machistas. Uma dessas ideias é de acreditar que barbearia é coisa de homem, que é local somente de fazer barba, e que barba é algo que somente os homens podem ostentar sem ser motivo de riso.”
“Já o nosso trabalho é questionar, e lutar pela igualdade de gênero em todas as esferas da sociedade. Não podemos admitir que ‘barbearia’ seja considerando um local eminentemente masculino. Se há algo ou local onde a participação das mulheres está excluída, então há desigualdade de gênero. Temos muitas ideias até então, que estão em desenvolvimento. Uma delas é a elaboração de um projeto de lei, em conjunto com congressistas comprometidos com a nossa causa, de se criar tais reservas de atendimento em barbearias. A proposta é, a princípio, simples: os estabelecimentos terão de comprovar atendimento de ao menos 20% de clientes mulheres para todos os atendimentos no exercício de um ano. Para evitar fraudes e maneiras de burlar o sistema, os barbeiros terão que fazer um cadastro de seus clientes, com nome completo, CPF e endereço, com emissão de nota fiscal e assinatura do cliente. Os dados deverão ser enviados junto com a declaração do imposto de renda. Em caso de descumprimento da medida, as sanções podem chegar a apenas mera advertência, e, em caso de reincidência, em fechamento do estabelecimento, multa e bloqueio das movimentações bancários dos sócios e administradores.”
Mariana ainda esclareceu que não está sozinha nos estudos de elaboração do projeto, e que há mais pessoas envolvidas, inclusive estudos científicos da Universidade de Oxford e Michigan, dos Estados Unidos.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Perito

    13 de fevereiro de 2021 em 14:15

    Nada contra, agora punir o estabelecimento por que não foi atendido 20% do público?
    Vai quem quer, da mesma forma que os salões de beleza também impõe restrição para homens, algumas barbearias não podem ser obrigadas a atender as mulheres. Isso não é machismo, e sim ética profissional.
    As Feministas sempre caçando uma briga.
    Procurem alguma barbearia que te atendam e parem de mimimi.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Você pode gostar

futebol

A Câmara dos Deputados emitiu um comunicado na noite da última segunda-feira, 8, esclarecendo alguns pontos envolvendo a criação de um grupo para acompanhar a preparação da...

Política

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a abertura de investigação contra o...

Política

Em seu primeiro dia de governo, o novo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apresentou ao Congresso um projeto de reforma tributária, com previsão de aumento...

Policial

No último domingo (7/8), em Jaboticatubas, na região Metropolitana, foi cumprido o mandado de Prisão Preventiva expedido em desfavor de um homem, de 33...

Saúde

O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes – Regional RJ (SBD-RJ), Daniel Kendler, lembra, no Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado hoje (8),...

Policial

Está internado no Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, um aluno do curso de formação de Soldados da Polícia Militar que...

Política

A indicação é que o vice seja o deputado federal Bilac Pinto. O senador Carlos Viana, candidato do PL ao Governo de Minas Gerais,...

Economia

O economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Braz, diz que a redução de 3,5% no preço do diesel, anunciada nesta quinta-feira (4), pela Petrobras, terá...