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Inviabilidade da legalização da Maconha

Por Maria Fernanda Senna – Pauta Independente

Uma outra epidemia muito grave que se instala no Brasil há anos são as drogas, principalmente a maconha, constituindo um dos  problemas mais graves da atualidade. Neste sentido, é muito comum por parte de progressistas o argumento fajuto de que a legalização da maconha irá diminuir a violência e trazer benefícios para o país. Contudo, não é o que mostra os danos, nas últimas vinte décadas o mundo tem sofrido os horrores causados por substancias ilícitas. Entre os anos de 2000 a 2015, o aumento de pessoas mortas em decorrência das drogas foi de 60%, neste sentido morrem traficantes, policiais e pessoas inocentes, verdadeiras tragédias socais permearam locais onde a droga foi liberada.  Em 1969 o governo da Suécia liberou a droga, a medida teve como resultado graves problemas sociais, de saúde e segurança pública, fazendo com que o país anos mais tarde reprovasse a autorização, além de punir gravemente infratores da medida. O Japão, no período pós-guerra também optou pela proibição, levando em consideração o panorama social lamentável, decorrente da legalização. Hoje a Suécia e o Japão têm baixíssimos índices de violência e doenças vinculadas às drogas. A ONU (Organização das Noções Unidas), em seu pronunciamento afirmou que, embora com toda a dificuldade em avaliar o impacto da legalização da droga, o uso frequente aumentou significativamente em países que a liberação foi autorizada.

A lei brasileira é extremamente deficitária no que concerne a punições para utilização e venda de drogas. Prevendo que a utilização em casos de dependência química não ocasiona infração. Neste sentido, o cidadão é deslocado do cenário penal para o da saúde, cabendo ao médico esclarecer dependência química ou não. A lei tem uma lacuna subjetiva que, muitas vezes não permite a distinção entre usuários e comerciantes. Tendo como único aspecto claro, a proibição em semear, cultivar, colher, induzir, instigar e auxiliar a maconha.

A maconha é a porta de entrada para outras drogas mais pesadas, nocivas e até letais, portanto, não é apenas uma erva inofensiva como defendida por certos militantes, ele tem graves consequências. Muitos jovem ao iniciarem a utilização da maconha, entram em um caminho quase sem volta. A legalização, uma vez que aumenta o número de usuários, prolifera várias doenças, inclusive mentais, resultando em aumento do número de utilização de hospitais, muitas vezes com despesas médico-hospitalares que são pagas pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Uma vez legalizada, provavelmente entrará em contato com outras drogas licitas como álcool, cigarro, energético, causando uma serie de danos quando misturados. São muitos os danos negativos que a legalização da maconha causa na sociedade a curto e longo prazo.

Na atual sociedade, a única coisa que ainda é capaz de frear uma utilização desregrada da maconha é o seu caráter proibitivo, juntamente com o a repressão punitiva. A maconha e nenhuma outra droga, acarreta valores positivos para o indivíduo e para a sociedade como um todo.

O corpo humano tem uma natureza feita perfeitamente para uma vida normal, sem necessidade de alucinógenos, em casos de doenças a medicina já abarca suas drogas licitas e receitáveis quando necessárias. Nenhum argumento é válido para defender a legalização de uma erva que só ocasiona malefícios em todas as esferas da vida humana.

Maria Fernanda Senna

1 Comentário

1 Comentário

  1. Rafael

    10 de abril de 2021 em 22:49

    👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼 Gostei!!!

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