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Estudos comprovam que medidas restritivas trazem prejuízos para a saúde mental

Por Matheus Melo

Iniciada em setembro de 2020 e publicada em 17 de março de 2021, a pesquisa “MentalCovid”, conduzido pela Universidade do Rio Grande do Sul (FURG) em conjunto com a Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), traz como objetivo analisar o impacto da pandemia na saúde mental da população. O estudo abrangeu as cidades de Rio Grande, RS, e Criciúma, SC, tendo entrevistado 2.170 indivíduos, com 18 anos ou mais. (confira o artigo em : https://www.furg.br/coronavirus-noticias/pesquisa-mentalcovid-divulga-resultados-de-duas-etapas-do-projeto?fbclid=IwAR2J3VK-nZU_uChut46xFoXwSBVsus_Zdv8hSOVgQqNCWRtecy5lf7VXpaI)

Conforme o relatório de divulgação da pesquisa, “para as pessoas mais afetadas pela pandemia, observou-se maiores níveis de depressão, estresse, tristeza e ideação suicida”. Ao fim, a pesquisa constata que o fator que debilitou – e continua debilitando – a saúde mental das pessoas durante a pandemia é o medo e a preocupação em pegar o vírus, e não tanto a infecção por si só.

 

Verifica-se, assim, o risco de veiculações, pela grande imprensa, de matérias pautadas pelo medo e que consequentemente aterrorizam a população brasileira acerca do vírus, diferente do que é realizado pelo Ministério da Saúde em seus meios de comunicação desde 2020.

 

A postagem no site da Universidade Federal do Rio Grande do Sul encerra, considerando que “as pessoas que não saíram de casa na maior parte do tempo, foram aquelas com níveis de estresse, depressão, ideação suicida e sentimento de tristeza mais elevados”.

 

O estudo corrobora com pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) em onze países, concluindo que as medidas restritivas impostas durante a pandemia prejudicam a saúde mental, de maneira que o Brasil lidera os casos de ansiedade (63%) e depressão (59%), superando países como Estados Unidos e Irlanda. (confira o estudo em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/02/08/brasil-lidera-casos-de-depressao-na-quarentena-aponta-pesquisa-da-usp)

 

Trecho do estudo da Universidade de São Paulo (USP) comenta que “a pesquisa reforça que os brasileiros têm sofrido drasticamente o período de quarentena e lockdown, em especial pela privação de atividades de lazer fora do ambiente doméstico”, demonstrando que medidas restritivas como a imposta em Minas Gerais pela Onda Roxa apenas potencializam doenças como a ansiedade e a depressão, impossibilitando que as pessoas pratiquem atividades físicas e de lazer em ambientes como parques e praças.

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