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“Crês nisso?”

Por Lucas Fonseca Bonifácio

O evangelho de João, em seu capítulo 11, verso 25 nos traz o seguinte trecho:  “Disse-lhe Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá’.”. O Brasil é um país com a maior parte de sua população declaradamente cristã. Porém a partir deste simples versículo cabe-nos uma breve reflexão acerca do momento em que vivemos no mundo.

Estamos atravessando um momento ímpar na história do mundo. Em pleno século 21, no auge da evolução tecnológica, um vírus muda toda dinâmica política, social, econômica e religiosa do mundo. Pessoas divididas entre liberdade e a luta pela vida. Uns querem poder levar as suas vidas de maneira normal, outros querem que todos fiquem aquartelados em suas casas esperando que magicamente o vírus acabe e tudo volte a ser como era antes. Há de se entender e de sinceramente se solidarizar com pessoas que perderam entes queridos, pessoas que lhes eram caras, acometidas por este vírus. Porém o direito de ir e vir, a liberdade de escolher onde ir, a liberdade de sair de casa e lutar pelo sustento da sua família não pode ser subtraído, nem sequer pelo medo da morte eminente. E é neste justo ponto, medo da morte eminente, que está a ligação deste texto com a sua introdução. A minha pergunta é, por que nos sujeitamos tão facilmente às restrições impostas? Permitimos que nos trancassem em casa, permitimos que nos obrigassem a usar máscaras, mesmo ao ar livre, permitimos que nos obrigassem a deixar de freqüentar igrejas e templos, permitimos que nos impusessem cultos e missas através de tablets, celulares ou computadores.

Todas estas restrições só foram possíveis porque esse projeto começou há anos. Há anos estão nos treinando para negar Cristo, para negar nossa fé. Há anos estão nos treinando para ter medo da morte. Deus em pessoa, quis se encarnar como homem e vir até o mundo por um motivo muito único. O motivo de nos dar a salvação, a salvação plena, salvação da nossa alma. O maior milagre da história não foi multiplicar pães, andar sobre as águas, nem mesmo sequer ressuscitar, haja vista que Ele é o Senhor da vida. O maior milagre do mundo foi tomar sobre si as nossas dores, nossas máculas, os nossos pecados e através da sua entrega, da sua paixão, morte de cruz e ressurreição nos redimir das nossas falhas e nos dar a salvação. Por mais que pareça clichê, mas é preciso que se diga, Jesus Cristo morreu. E morrendo venceu a morte, nos dando a vida eterna.

E mesmo assim, nós que nos declaramos cristãos, nos deixamos levar por discursos alarmistas, discursos bonitos que visam salvar a sua vida, na primeira oportunidade. Acordemos irmãos em Cristo! Ninguém pode salvar as nossas vidas, nem mesmo os melhores médicos, nem mesmo os mais bem intencionados dos políticos, não por incompetência, não por má vontade, mas por um simples motivo. Eles não nos deram a vida, nem deram a vida por nós. Apenas Deus, apenas Jesus, apenas o Espírito Santo são a nossa verdadeira salvação. E agora no momento em que deveríamos vivenciar a nossa fé, em que deveríamos testemunhar a nossa fé, pregar o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, não com palavras, mas com nossas atitudes, o que fazemos? Cerramos nossos ouvidos para a Palavra de Deus e damos ouvidos aos jornais, às manchetes da internet, a grupos de whatsapp.

Através do medo conseguiram nos “domesticar”, conseguiram nos tirar de missas e cultos, com um simples susto. De uma doença altamente contagiosa, porém com baixa mortalidade. Convenceram os cristãos com aquilo que seria o último argumento válido para nos convencer, o medo da morte. Se o teu Deus, o meu Deus deu a pruria vida por nós, ressuscitou, vivo está e Ele mesmo nos garantiu que quem crê Nele, mesmo que morra viverá? Por que afinal nós cristãos estamos dentro de casa amedrontados? Com medo da nossa própria morte e da morte daqueles que amamos.

Por isso gostaria de finalizar esta nossa breve reflexão com outra passagem bíblica. Na Carta de Paulo aos Romanos, em seu capítulo 8, versículos 18 e 19 vai dizer assim: “Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada. Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus.” . Não é nesta vida que se há de manifestar em nós a glória de Deus, mas na vida eterna que Ele conquistou para nós. Portanto irmãos em Cristo, vivamos esta vida como verdadeiras testemunhas do Cristo Vivo, a exemplo dos Santos Mártires que deram suas vidas pelo cristianismo, que sem eles também não teríamos sequer a Sagrada Escritura em nossas mãos. Essa bíblia que você carrega, foi regada com sangue de milhares de cristão que em nome da verdade não temeram diante da morte eminente. Se depender de mim e de você, as próximas gerações saberão quem é Jesus Cristo?

Lucas Fonseca Bonifácio

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