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A Violência na Política Brasileira

Crédito: André Coelho

 

Em seu livro ‘A Vida na Sarjeta’, o psiquiatra Anthony Daniels relata a realidade sombria vivida pela sociedade inglesa diante do declínio social, da pobreza e da violência, pelo que também descreve suas experiências clínicas no tratamento com criminosos. Numa delas, tratando com um esfaqueador, o criminoso ao ser questionado sobre as motivações que o levaram a cometer o crime se justifica tão somente falando que “a faca entrou” na vítima, como se o objeto tivesse vida e a ação não fosse motivada e realizada pelo próprio autor do crime.

Menciono isso justamente para exemplificar como há a escusa de responsabilidade e autoria diante de um ato criminoso e violento. Nesse mesmo sentido de escusa da responsabilidade, recentemente vimos nos noticiários brasileiros o caso de uma troca de tiros entre um policial e um guarda municipal no Paraná. Sem sequer uma semana dos fatos e, portanto, sem inquérito, investigação ou devida apuração, atribuíram ao ocorrido que as motivações seriam políticas e diante disso restou responsabilização até ao presidente Bolsonaro.

Sobre isso, prefiro deixar com os competentes peritos e policiais civis do Paraná a constatação referente às possíveis motivações, materialidade e demais aspectos investigativos. Por outro lado, considerando o ano eleitoral e como a esquerda age com seus discursos no país, se colocou em pauta nacional a violência fruto da política, estampando o caso mencionado como exemplo. Acerca disso, das narrativas em torno da violência e sua relação com a política, passo a trazer algumas lembranças do que realmente a esquerda de Lula defende no Brasil.

Inicialmente, nada pior do que a memória de Lula exaltando os ladrões de celular. “Eu não posso ver mais jovem de quatorze, quinze anos, assaltando e sendo violentado, assassinado, pela polícia, às vezes inocente ou às vezes porque roubou um celular”, disse. Cumpre lembrar, ainda, que não são poucos os casos de roubos de celular que resultam em latrocínios (roubo seguido de morte), de maneira que na cidade de São Paulo, nos dois primeiros meses de 2022, um celular era roubado a cada cinco minutos.

Prosseguindo, recentemente também vimos Lula agradecer ao ex-vereador petista, Marinho do PT, que empurrou um empresário contra o parachoque de um caminhão em frente ao Instituto Lula, o qual teve graves sequelas da agressão, sofrendo com crises convulsivas, sequelas neurológicas e nervosas, além de ter sido internado por diversas vezes em decorrência da agressão. “Esse companheiro Marinho, por me defender, ele ficou preso 7 meses porque resolveu não permitir que um cara ficasse me xingando na porta do instituto”, discursou Lula em defesa do agressor que destruiu a vida do empresário.

Outro grupo que é aliado do presidente Lula, praticamente um braço direito, é o MST, outro símbolo de violência no Brasil, que continuamente, antes do Governo Bolsonaro, estava nos noticiários por ocasião de suas invasões e destruições em propriedades. Um exemplo, de 2016, foi a destruição de viveiros no Paraná pelo MST, deixando um prejuízo de 2 milhões para a proprietária das terras.

Também nessa linha em torno de violência e apoios completamente abjetos, cumpre mencionar aqui a entrevista de Lula à revista Playboy em 1979, na qual disse que Hitler tinha algo que ele admira, “o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer”. O mesmo disse sobre o genocida chinês Mao Tse-Tung, que este “também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa”. Com tais disposições, admiradas por Lula, estima-se que sob o governo nazista de Hitler houveram de 10 a 12 milhões de mortes, enquanto se atribui 38 a 48 milhões mortes durante o governo genocida e comunista de Mao Tse-Tung.

Além disso, Lula também flerta com ditadores, defendendo-os, como o venezuelano Nicolás Maduro, o nicaraguense Daniel Ortega e a cubana família Castro, todos reconhecidos internacionalmente como inimigos da democracia e exemplos de governos ditatoriais. Indo adiante, também existem as recentes notícias jornalísticas em torno da proximidade do PT com o PCC, por ocasião da delação do operador do Mensalão, Marcos Valério, bem como o contador ligado a Lula que é suspeito de lavar milhões em loteria com o PCC.

Por outro lado, sem qualquer braço que invade propriedades, o presidente Bolsonaro, em seu governo, obteve as menores taxas de homicídios em 26 anos – em 2019 e 2020, as taxas de homicídios por 100 mil habitantes foram as menores desde 1993, com quedas recordes. Além disso, aprovou aperfeiçoamentos na legislação penal e tem, hoje, projeto de lei que está na Câmara dos Deputados, sob relatoria do deputado Junio Amaral, que prevê configurar como terrorismo as ações violentas com fins políticos.

E, diferentemente de Lula, o presidente Bolsonaro na sua campanha de 2018 se posicionou claramente contra o uso de violência na política. “Dispensamos qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores. A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos”, disse o presidente.

Por fim, a mentalidade hoje vigente no Governo Bolsonaro quanto à violência é de rigor e punição, diferente de outros políticos que optam por escusar a responsabilidade de criminosos, como o caso mencionado no livro do psiquiatra Anthony Daniels. Aliás, o presidente Bolsonaro ficou conhecido a nível nacional justamente por defender as vítimas e exigir a punição dos criminosos, como no fatídico caso Champinha. De um lado, a defesa das liberdades e de uma segurança pública rígida segue firme, do outro, o histórico na defesa de ditadores e violência é notório.

 

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